O tempo ostenta sua fama de briga
Com técnicas toscas de correção
Mostra ao humano sua real dimensão
Que é praticamente a de uma formiga!
Inexorável ímã ao subterrâneo!
Os que morreram, dispostos no chão
Compõem-me agora as unhas da mão
Num uso (in)comum e não simultâneo!
Mesmo as idéias que pulam da mente
E acham refúgio em outra cabeça
Feito molécula esparramada
O tempo atropela, atroz e potente
Antes cedendo que a vida aconteça
Pra então destiná-la à cova do nada!