Enquanto Ronaldinho Gaúcho chama novamente a atenção em véspera de copa, vou acompanhando as ilusões perdidas de dois jovens franceses do século XIX segundo Balzac, autor romântico de mais de duzentos anos atrás. Isso nas horas perdidas das férias universitárias.
Até pelo fato de não ter lido algo tão extenso desde que nasci, vou descobrindo uma bela obra. Um pouco antes de dormir grudo na bíbria e passo umas 15, 20 páginas com algum esforço.
Lucien Chardon de Rubempré e David Séchard são agora personagens perdidos no tempo, na burguesia do século XIX. Famoso por retratar de forma detalhada e fiel a sociedade da época, Balzac vai ensinando-me história e vejo a sociedade que antes desprezava o trabalho e a fortuna feita através dele para exaltar os traços nobres e sobrenomes tradicionais agora parecendo importar-se quase que de todo com o trampo. Parece-me também que as grandes cidades, onde embora estejam abrigadas famílias e brasões importantes, cedem hoje à fortuna maior status que à origem, enquanto nas cidades interioranas penso ouvir com maior frequência: "De que gente você é mesmo?"

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